Efeito ilusório ou efeito box meia hora depois....

Tenho dúvidas....Qual a vossa opinião?

Efeito meramente ilusório ou efeito meia hora depois???

3 P's

Que acontece quando temos 2 P's juntos??? Soma-se e dá 3 ;)


Vejamos:

1. Poupas ------>>>
2. Poupadinho ------>>> 3. 1+2 = ? P

Tradições Pascais: Espírito Santo

«Visitas do Espírito Santo» animam Páscoa na Madeira

Na Diocese do Funchal, os Domingos que antecedem a festa do Pentecostes são marcados pelas visitas pascais, que também são denominadas de visitas do Espírito Santo. Têm ritos próprios que, contudo, podem variar consoante as tradições das respectivas paróquias.

Os símbolos, todavia, são idênticos em todas as comunidades paroquiais: as bandeiras, a coroa e o ceptro que são transportados pelos elementos que efectuam aquelas visitas.

Acompanhando também os elementos que efectuam as visitas pascais, vão as “saloias” meninas com trajes típicos madeirenses e que interpretam cânticos alusivos ao Espírito Santo. Transportam cestinhos com flores que também servem para recolher os doces e outras guloseimas que lhes são oferecidas. Há localidades em que o grupo é acompanhado por instrumentos musicais.

Os objectivos destas visitas são, entre outros, levar a alegria pascal, anunciando Jesus Ressuscitado, abençoar as famílias, manter uma presença da Igreja no ambiente familiar e proporcionar um melhor conhecimento da realidade paroquial.

Entre os "cantares das saloias" encontramos alguns versos como os seguintes:

O Divino Espírito Santo

Nesta casa vai entrar

Mandado do Pai Eterno

Pra família abençoar.

Vinde Pai dos pobrezinhos

Esta família abençoai

A grandes e pequeninos

Vossas graças derramai.



in http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=44885&seccaoid=3&tipoid=116

Tradições Pascais: Compasso na Páscoa

O compasso na Páscoa

No Domingo de Páscoa, e em alguns locais nos dias seguintes, o sacerdote acompanhado por mais algumas pessoas, transporta o crucifixo e leva a casa dos paroquianos a "boa nova" e a "bênção pascal". As pessoas da família, amigos e vizinhos reúnem-se e ajoelham na sala principal, onde o padre lhes dá a cruz a beijar. Esta é a principal simbologia do Compasso. Caída em desuso em muitas localidades, noutras tende a ser recuperada, este ritual revestia-se antigamente de um maior cerimonial.

As ruas e as entradas das casas apresentavam-se enfeitadas com verdura e e cobertas com tapetes de flores e plantas aromáticas (alecrim, rosmaninho, hortelã silvestre). Escolhia-se a melhor mesa da sala, que se cobria com uma toalha de renda ou bordada, quase sempre com motivos religiosos. Em diversas aldeias da Beira Alta, a toalha do folar, ou a toalha da Páscoa era de renda, acrescentada consecutivamente quando a família ia aumentando tecida por mãos femininas.

Sobre a mesa era colocado um crucifixo, ladeado por castiçais e jarras com flores, juntamente com as ofertas de carácter alimentar destinadas ao prior: bolos, frutos, queijos, pão-de-ló.

Numa outra mesa, enfeitada com ovos tingidos ou decorados, "preparada para um pequeno brinde", encontrava-se o "folar do padre", que consistia num donativo em dinheiro colocado numa salva de prata, numa taça ou num prato. Em tempos mais recuados, esta dádiva era constituída por uma moeda, geralmente de prata, cravada numa laranja ou maçã.

A finalizar o rito do Compasso, é servido aos portadores da cruz um Porto, acompanhado de doces e biscoitos.

No Minho, semanas antes da Páscoa, era costume semearem-se as "searinhas" de trigo, cevada, aveia ou centeio, em pratinhos que, nas casas senhoriais, eram guardados, conforme o preceito, dentro das prateleiras para germinar.

Na altura da visita pascal, as "searinhas" colocavam-se como elemento cerimonial, sobre as grandes cómodas, altas, com oratórios, que nesses tempos representavam uma peça de mobiliário corrente nas salas das casas mais abastadas. Este costume das "searinhas" é também conhecido pela sua tradição noutras celebrações religiosas ou festivas, como no São João ou no Natal.

Em algumas localidades mantém-se o costume de os paroquianos serem avisados, pelo toque dos sinos, de que o pároco vem a caminho, mal o Compasso sai da igreja.

Era tradição em alguns locais do país, no Domingo de Páscoa pela manhã, ouvirem-se cânticos idênticos em todas as casas quando os sinos repicavam festivamente a anunciar a Ressurreição de Cristo.

Em alguns lugares é actualmente costume o padre mandar entregar em casa dos paroquianos, dias antes da visita pascal, uma carta com algumas palavras, expressando os votos de "Páscoa feliz", retribuindo depois quem a recebe com o usual folar do padre.

O folar é ainda o presente que os padrinhos oferecem aos afilhados quando estes o vão receber. A palavra "folar" deixou de ter o significado de outrora. Primeiro conhecido como um bolo cerimonial da quadra pascal, entrou em desuso quando os afilhados passam para a maioridade ou casam.

Associado à doçaria tradicional desta época, suguem também os ovos de Páscoa. Símbolo da fertilidade e da abundância, representa também uma homenagem à nidificação, que acontece nesta altura do ano, quando as aves terminam a construção dos ninhos, chocam os ovos ou alimentam os filhos. Simboliza assim o princípio da vida, mas ganha também outra leitura: a casca - a Terra, a parte interior - o ar, a clara - a água e a gema - o fogo que representam os elementos fundamentais da vida humana. Num sentido religioso, sugere Cristo que venceu a morte saindo do túmulo.

No séc. XVIII surgiu a moda, em França, na Alemanha e na Suíça de colorir os ovos e decorá-los com desenhos ou palavras, facto que continua presente até aos dias de hoje. Devido à influência vinda de outros países, começou a ser usual esconder-se ovos pintados em casa ou em jardins, para que as crianças os possam encontrar.

As amêndoas são um presente alimentar muito popular e característico da doçaria nesta altura. Na zona de Viana do Castelo era tradição as raparigas oferecerem aos rapazes ovos, em troca de um presente de amêndoas. O Alentejo conheceu também esta tradição, onde os rapazes ofereciam às namoradas um cartucho de amêndoas na Semana Santa.


in http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=44775&seccaoid=3&tipoid=116


Dia Mundial da Poesia

Hoje celebra-se o dia mundial da Poesia...aqui vai um pequeno tributo de Rui Veloso e Carlos Té ao Poeta e à criação poética.

A veia do Poeta

Cansado do movimento
Que percorre a linha recta
Fui ficando mais atento
Ao voo da borboleta
Fui subindo em espiral
Declarando-me estafeta
Entre o corpo do real
E a veia do poeta
Mas ela não se detecta
À vista desarmada
E o sangue que lá corre
Em torrente delicada
É a lágrima perpétua
Sai da ponta da caneta
Vai ao fim da via láctea
E cai no fundo da gaveta
Ai de quem nunca guardou
Um pouco da sua alma
Numa folha secreta
Ai de quem nunca guardou
Um pouco da sua alma
No fundo duma gaveta
Ai de quem nunca injectou
Um pouco da sua mágoa
Na veia do poeta

"por qué non te callas?”

Música fabulástica espanhola que irá participar no Festival da Eurovisão 2008...




http://www.myspace.com/rodolfochikichiki

Sugestão de Leitura

Andava eu por salas e anfiteatros quando contactei pela primeira vez...Sugeri-vos o Amante, de Marguerite Duras

«Um dia, já eu era velha, um homem dirigiu-se-me à entrada de um lugar público. Deu-se a conhecer e disse-me: – «Conheço-a desde sempre. Toda a gente diz que você era bonita quando era nova, vim dizer-lhe que, para mim, acho-a mais bonita agora do que quando era jovem, gostava menos do seu rosto de mulher jovem do que daquele que tem agora, devastado.»

Penso frequentemente nesta imagem que sou a única a ver ainda e de que nunca falei. Está sempre aí no mesmo silêncio, deslumbrante. É. de todas, a que me agrada de mim própria, onde me reconheço, onde me encanto.

Muito cedo na minha vida foi tarde demais. Aos dezoito anos era já tarde demais. Entre os dezoito e os vinte e cinco anos o meu rosto partiu numa direcção imprevista. Aos dezoito anos envelheci. Não sei se é assim com toda a gente, nunca perguntei. parece-me ter ouvido falar dessa aceleração do tempo que nos fere por vezes quando atravessamos as idades mais jovens, mais celebradas da vida. Este envelhecimento foi brutal. Vi-o apoderar-se dos meus traços um a um, alterar a relação que havia entre eles, tornar os olhos maiores, o olhar mais triste, a boca mais definitiva, marcar a fronte de fendas profundas. Em vez de me assustar, vi operar-se este envelhecimento do meu rosto com o interesse que teria, por exemplo, pelo desenrolar de uma leitura. Sabia também que não me enganava, que um dia ele abrandaria e retomaria o seu curso normal. As pessoas que me tinham conhecido aos dezassete anos aquando da minha viagem a França ficaram impressionadas quando me voltaram a ver, dois anos depois, aos dezanove anos. Conservei esse novo rosto. Foi o meu rosto. Envelheceu ainda, evidentemente, mas relativamente menos do que deveria. Tenho um rosto lacerado de rugas secas e profundas, a pele quebrada. Não amoleceu como certos rostos de traços finos, conservou os mesmos contornos mas a sua matéria está destruída. Tenho um rosto destruído.

Tenho ainda a dizer-vos que tenho quinze anos e meio.
É a passagem de uma barcaça no Mékong.
A imagem dura toda a travessia do rio.
Tenho quinze anos e meio e não há estações neste país, estamos numa estação única, quente monótona, estamos na longa zona quente da terra, não há Primavera, não há renovação.

Estou num pensionato do estado em Saigão. (...)


Escrevi muito sobre esta gente da minha família, mas quando o fazia eles ainda eram vivos, a mãe e os irmãos, e escrevi à volta deles, à volta dessas coisas sem ir ao centro delas.

A história da minha vida não existe. Isso não existe. Nunca há um centro. Não há caminho, nem linha.
Há vastos lugares onde se faz crer que havia alguém, não é verdade, não havia ninguém. A história de uma pequeníssima parte da minha juventude, escrevi-a já mais ou menos, enfim, quero dizer, dei uma ideia, falo justamente desta, da travessia do rio. O que faço aqui é diferente, e semelhante. Antes, falei dos períodos claros, dos que estavam iluminados. aqui falo dos períodos ocultos dessa mesma juventude, de certas dissimulações que teria operado sobre certos factos, sobre certos sentimentos, sobre certos acontecimentos. Comecei a escrever num meio que me impelia ao pudor. Escrever, para eles, era ainda moral. Escrever, agora, dir-se-ia que muitas vezes já não é nada. Por vezes sei isto: que a partir do momento em que escrever não é, todas as coisas confundidas, ir à vacuidade e ao vento, escrever não é nada. (...)


O vento parou e há debaixo das árvores a luz sobrenatural que se segue à chuva. Os pássaros gritam com todas as forças, dementes, aguçam o bico contra o ar frio, fazem-no ressoar em todo o comprimento, de modo quase ensurdecedor. (...)


As partidas. Eram sempre as mesmas partidas. Eram sempre as mesmas partidas no mar. A separação da terra tinha-se feito sempre na dor e no desespero, mas isso nunca impediria os homens de partir, os judeus, os homens do pensamento e os puros viajantes apenas da viagem no mar, e isso também nunca impediria as mulheres de os deixarem ir, elas que nunca iam, que fiavam a guardar o lugar natal, a raça, os bens, a razão de ser do regresso. Durante séculos, os navios fizeram com que as viagens fossem mais lentas, também mais trágicas do que são nos nossos dias. A duração da viagem cobria o comprimento da distância de forma natural. Estava-se habituado àquelas lentas velocidades humanas na terra e no mar, àqueles atrasos, àquele esperar pelo vento, pelas abertas, pelos naufrágios, pelo sol, pela morte. (...)


Eu perguntava-lhe se teria querido que as coisas se passassem assim. Ele quase ria, dizia: não sei, neste momento talvez sim. A sua meiguice tinha ficado inteira na dor. Não falava dessa dor, nunca dissera uma palavra sobre ela. Às vezes o seu rosto estremecia, fechava os olhos e cerrava os dentes. Mas calava-se sempre sobre as imagens que via por trás dos olhos fechados. (...)


Ela não soube quanto tempo depois da partida da rapariga branca ele executou a ordem do pai, quando fez aquele casamento com a rapariga designada pelas famílias há dez anos, também ela coberta de ouro, de diamantes, de jade. Uma Chinesa, também ela oriunda do Norte, da cidade de Fu-Chuen, que veio acompanhada pela família. (...)


Anos depois da guerra, depois dos casamentos, dos filhos, dos divórcios, dos livros, ele veio a Paria com a mulher. Telefonara-lhe. Sou. Ela reconhecera-o logo pela voz. Ele dissera: queria só ouvir a sua voz. Ela dissera: sou eu, bom dia. Ele estava intimidado, tinha medo como dantes. A sua voz tremia de repente. E com o tremor, de repente, ela voltara a encontrar a pronúncia da China. Ele sabia que ela tinha começado a escrever livros, soubera-o pela mãe dela que voltara a ver em Saigão. E depois dissera-lho. Dissera-lhe que era como dantes, que ainda a amava, que nunca poderia deixar de a amar, que a amaria até à morte.»

Efeito Box...meia hora

Eis o efeito box ....meia hora antes


Efeito box...meia hora depois



La la la la




Eu vou...eu vou...passear eu vou...eu vou... lalallalalallalalalalala....

Opium...uma nova forma de entrar em extâse


Banda Opium ---->>> O REGRESSO!
Fábio Pires----->>> O Regresso do vocalista pródigo
Próximo dia 8 de Março esta banda fará o seu regresso, numa actuação, ao vivo, para o programa Irreverências, RTP_Madeira.
Apareçam, e dêem o vosso apoio às bandas regionais;)
Desejo aos Opium o maior sucesso & muita m....