Blog sem impostos

Quando me convidaram para este blog, pensei que o blog ia pagar impostos...

(ler com pronúncia alentejana):
Mas afinal neste blog nã há tacha...


:-)

Não é fácil deixar de fumar!

Isto foi o que senti há um mês quando deixei de Fumar:

Sem net em casa


Há cinco dias que esta Carpe Diem está sem net em casa...segue uma imagem ilustrativa do seu estado...

Digital Natives


Como era o mundo sem net???

Jogos e jogatinas


Num fim-de-semana chuvoso, como este (diga-se ilha da Madeira), aqui vai uma nova forma de se jogar à sueca...sueca moderna;)

Criatividade & História da Arte

Um amigo "sussurou-me" , pela internet, uma nova forma de conhecer a História da Arte...fantástica maneira...


Art History by *JohnSu on deviantART

Dançando sobre Cordas

Recomendo o projecto de música e dança de Sara Anjo, Paulo Sousa e César Gonçalves, intitulado "Dançando sobre Cordas", de 2007. Este projecto não só procura fundir as sonoridades portuguesa e indiana, mas também tenta explorar as áreas da dança, canto, literatura, artes plásticas e visuais. Já os vi ao vivo e devo dizer que é um grupo bastante inovador!

Descrição:

"Dois instrumentos paradigmáticos da música indiana e europeia encontram-se, o sitar e o violoncelo, num diálogo animado sobre o que têm dito. A ouvi-los está alguém que procura seguir a conversa entre os dois instrumentos tentando intervir no diálogo para acrescentar uma outra fala ao som, a melodia da dança, da voz, da arte. Assim cria-se uma dança sobre cordas que vai se sustendo irresoluta e mutável e que viaja sobre os seus fios entre os continentes."

http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=307436775





Efeito box multicultural

Aqui está um apanhado de línguas com o termo "box", "kaixas", "caixas"... :P

Alemão: Box
Árabe
: صندوق
Chinês: 盒
Coreano: 상자
Espanha: Caja
Francês: Case
Italiano: Casella
Japonês: ボックス
Russo: квадрат
Norueguês: eske
Holandês: De doos
Carpe Diem: amizade ;)

Sugestão Musical

Aqui vai uma sugestão para este fim-de-semana...
Novíssimo album dos Donna Maria....
Deixo-vos com "Há amores assim"...

O que me escapa

De um amigo que cá não está:

O que me escapa: toda a manhã, os olhos verticalmente vivos procurando a luz, definições de criatividade. O teu corpo está em qualquer canto deste quarto, és tu que persigo nas ruas e penso que são os dias, voltarás a estas mãos, estou certo.
Não sei, mas chegares por este tempo fora, esta alameda com o comprimento duma semana, seria tudo, seria a possibilidade simples de nos vermos como só nós nos vemos.

Victor Hugo Fernandes

O elogio do amor

Num dia em que todos, de forma tenebrosa (calma, ponto de vista meu), anda de ursinhos e flores (adoro ursos e adoro flores, não gosto da hipocrosia da aparência), decidi relembrar um texto que menciona muitas verdades...
Miguel Sousa Tavares esteve bem neste elogio (fazendo um aparte, no que diz respeito à Madeira não), elogiar o verdadeiro amor e não a hipocrosia do dito apaixonado social...
Deixo-vos com o elogio do amor...

"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também"..

Noção interessante de amar

Amanhã é dia de S. Valentim, e confesso, não gosto do dia...
No entanto, o conceito de amor e amar é uma questão comum, seja nas conversas de café, na pintura, nos nossos mais secretos pensamentos, na literatura ou mesmo no cinema...
Aqui vai mais umas reflexões, desta feita fruto do cinema...Amor e desastres, uma comédia romântica normal, mas que aborda algumas questões pertinentes



Soneto do amigo


"Enfim, depois de tanto erro passado

Tantas retaliações, tanto perigo

Eis que ressurge no outro o velho amigo

Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado

Com os olhos que contém o olhar antigo

Sempre comigo um pouco atribulado

E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano

Sabendo se mover e comover

E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo, um ser que a vida não explica

Que só se vai ao ver outro nascer

E o espelho de minh'alma multiplica ..."


Vinicius de Moraes

Efeito box...




efeito de sorriso...bem estar....efeito de amizade...ternura...alegria e parvoíce...efeito box...efeito da essência e pureza da vida.